Limiar de resposta ao teste elétrico pulpar em dentes anteriores de pacientes com e sem histórico de COVID-19: estudo transversal analítico
DOI:
https://doi.org/10.20453/reh.v36i2.7176Palavras-chave:
COVID-19, teste da polpa dentária, sensibilidade dentária, incisivos, caninosResumo
Objetivo: Comparar o limiar de resposta ao teste elétrico pulpar (TEP) em dentes anteriores de adultos com e sem antecedente de COVID-19. Materiais e métodos: Estudo observacional, transversal e analítico realizado em 2024. Foram avaliados 89 adultos (48 mulheres e 41 homens): 49 sem antecedente de COVID-19 e 40 com COVID-19 confirmado registrado no prontuário clínico. Não foi estabelecido um intervalo uniforme entre a infecção e a avaliação clínica. Nos incisivos e caninos superiores e inferiores, aplicou-se um protocolo padronizado de TEP baseado em recomendações prévias para testes de sensibilidade pulpar: eletrodo posicionado no terço médio vestibular, uso de meio condutor, campo seco, duas medições por dente e cálculo da média. A variável principal foi a média individual da latência ao TEP, e a variável de exposição foi o antecedente de COVID-19 (sim/não). Foram utilizadas estatística descritiva, teste t de Student para amostras independentes e teste do qui-quadrado, com IC de 95%. A análise primária considerou a estrutura de aninhamento dente-sujeito por meio de modelo linear misto (intercepto aleatório por sujeito; efeitos fixos de COVID-19, tipo de dente, idade e sexo). Resultados: O limiar de resposta teve uma média de 25,29 s (DP = 23,42) no grupo sem COVID-19 e de 42,29 s (DP = 28,58) no grupo com COVID-19, com uma diferença média de 17,00 s (IC 95%: 5,80 a 28,20; p = 0,003). Descritivamente, o grupo com antecedente de COVID-19 apresentou maiores latências em todos os dentes anteriores avaliados. No modelo linear misto ajustado, o antecedente de COVID-19 permaneceu significativamente associado a maior latência de resposta ao TEP (β ajustado = 15,9 s; p = 0,005). Conclusões: Nesta amostra clínica, ter tido COVID-19 esteve associado a um aumento do limiar de resposta ao TEP em dentes anteriores. Esses achados devem ser interpretados como preliminares e confirmados em estudos longitudinais que incorporem gravidade da doença, tempo desde a infecção e possíveis fatores de confusão.
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