Conhecimentos, atitudes e práticas sobre a amamentação exclusiva em mães de primeiro filho: lacunas técnicas e risco de abandono precoce
DOI:
https://doi.org/10.20453/renh.v19i1.7609Palavras-chave:
conhecimentos, atitudes e prática em saúde, amamentação, mães lactantes, educação em saúdeResumo
Objetivo: Avaliar os conhecimentos, atitudes e práticas sobre a amamentação exclusiva em mães primíparas, incluindo a análise de mitos, crenças, percepções culturais e barreiras socioculturais que influenciam a experiência de amamentação. Materiais e métodos: Estudo quantitativo, descritivo e transversal. Participaram 534 mães primíparas, maiores de 18 anos, atendidas nos serviços de crescimento e desenvolvimento e pediatria de um centro de saúde urbano do distrito de Santa Anita, em Lima. Foram aplicados instrumentos de coleta de dados elaborados pelas pesquisadoras, com excelente validade estatística e alta confiabilidade. Resultados: Os níveis aceitáveis de conhecimento sobre amamentação ultrapassaram 95% e a atitude favorável atingiu 83%; no entanto, as práticas adequadas situaram-se em 88%. Quanto às lacunas de conhecimento, 30,9% desconheciam que a amamentação noturna estimula a produção de leite, e 32,4% desconheciam seu efeito protetor contra o câncer de mama e de ovário. No que diz respeito às atitudes, 20,4% consideravam que a amamentação prejudica o corpo, enquanto 17% opinavam que a amamentação deve ser interrompida se o bebê adoecer. No âmbito das práticas, 30,7% não praticavam a amamentação sob demanda, e 42,5% das mães relataram dor ou desconforto físico durante a amamentação. Conclusões: Evidencia-se uma lacuna significativa entre o conhecimento adquirido e sua aplicação prática. Isso sugere que as intervenções educacionais anteriores mantiveram uma abordagem predominantemente teórica, refletindo uma carência de treinamento prático, particularmente em mães primíparas. Por outro lado, embora as atitudes em relação à amamentação sejam, em geral, favoráveis, elas tendem a enfraquecer diante de fatores estressantes, como pressões estéticas, demandas sociolaborais ou episódios de doença do lactente.
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