Prevalência de calcificações pulpares em dentes posteriores avaliados por tomografia computadorizada de feixe cônico em pacientes atendidos em um centro de radiologia
DOI:
https://doi.org/10.20453/reh.v36i1.6655Palavras-chave:
prevalência, calcificações da polpa dentária, endodontia, cálculos da polpa dentáriaResumo
Objetivo: Determinar a prevalência de calcificações pulpares em dentes permanentes posteriores por meio da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) em um centro de radiologia em Tacna durante o período de 2020 a 2023. Materiais e métodos: Estudo não experimental, retrospectivo e transversal. Foi recebido treinamento por um especialista em radiologia bucal e maxilofacial, com quem foram revisadas 15 CCT, aplicando critérios consensuais. Foram analisadas 163 CCT (FOV: 16 × 10 mm) com 2.060 dentes, selecionados aleatoriamente. A análise foi realizada com o software NNT Viewer, que avaliou cada dente nos planos sagital, axial e coronal. Utilizou-se o teste estatístico do qui-quadrado para avaliar a relação entre o estado do dente e a presença de calcificações pulpares, bem como entre a idade dos pacientes e a ocorrência dessas calcificações. Resultados: Das 163 tomografias avaliadas, 26,2% dos 2.060 dentes apresentaram calcificações pulpares. A prevalência foi maior em mulheres e na faixa etária de 17 a 36 anos, embora sem diferença estatisticamente significativa. A categoria com maior prevalência foi “dentes intactos”. Foi encontrada uma relação significativa entre o estado do dente e a presença de calcificação pulpar. Conclusões: As calcificações pulpares constituem uma condição relativamente frequente em dentes posteriores permanentes. Sua presença está mais relacionada ao estado estrutural do dente do que a fatores como idade ou sexo.
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